Como Funciona o Processo de Criação de um MVP
- LeirbaG
- 20 de out. de 2025
- 4 min de leitura

Todo grande software começa com uma ideia simples — resolver um problema real.
Mas antes de construir algo complexo, cheio de recursos e integrações, o segredo é lançar o mínimo possível para testar o máximo possível.
Isso é o MVP (Minimum Viable Product) — o primeiro passo de qualquer projeto digital de sucesso.
Vamos entender esse processo na prática com um exemplo real: um aplicativo de delivery(iFood, Zé delivery, 99Food).
O ponto de partida: o problema (Sempre pensar no problema que você quer resolver)
Imagine que um empreendedor percebe uma dor comum: pequenos restaurantes da cidade ainda recebem pedidos por telefone ou WhatsApp, de forma desorganizada, sem controle de entregas ou histórico de clientes.
Ele pensa:
“E se eu criasse um app que centraliza os pedidos, calcula o tempo de entrega e mostra o status em tempo real para o cliente?”
A ideia parece ótima. Mas antes de gastar meses e milhares de reais, ele precisa saber: as pessoas realmente usariam isso? Os restaurantes pagariam realmente por isso?
E é aí que começa o MVP.
Etapa 1 — Entender e validar a ideia
Antes de qualquer linha de código, o time da Tech Alliances ajudaria esse empreendedor a definir o objetivo principal do produto:
Facilitar pedidos entre clientes e restaurantes, sem precisar de um call center.
Depois, fazemos a validação do problema:
Entrevistamos donos de restaurantes
Mapeamos como eles recebem pedidos hoje
Descobrimos o que mais gera dor (erros, atrasos, falta de registro, etc.)
Essa fase serve para garantir que a ideia resolve algo que dói de verdade. Etapa 2 — Documentação e planejamento estratégico
Com o problema validado, partimos para a documentação. Aqui definimos:
Objetivo principal do MVP: permitir que um restaurante receba e aceite pedidos online
Funcionalidades essenciais: cardápio digital, botão de pedido, status “em preparo” e “a caminho”
O que fica para depois: cupons, avaliações, múltiplos restaurantes, chat, rastreamento GPS
Também desenhamos o fluxo do usuário — desde abrir o aplicativo até concluir o pedido — e montamos um backlog de prioridades. Etapa 3 — UX/UI (Design da experiência)
Antes de desenvolver, criamos o protótipo navegável. Aqui, o foco é mostrar o fluxo do pedido de forma simples e intuitiva.
Tela 1: o cliente vê a lista de pratos
Tela 2: clica em “Adicionar ao carrinho”
Tela 3: escolhe forma de pagamento
Tela 4: recebe a mensagem “Seu pedido foi confirmado!”
Nada de telas complexas, mapas em tempo real ou sistema de avaliação ainda. O foco do MVP é apenas validar se o cliente consegue pedir comida sozinho e se o restaurante consegue receber e atender esse pedido. Etapa 4 — Arquitetura e infraestrutura
Agora o time técnico define como esse MVP será construído.
Na Tech Alliances, a arquitetura seria leve e escalável:
Back-end
Banco de dados
Front-end: Web e Mobile
Infra: DNS, segurança, cache e deploy
Tudo configurado para poder crescer depois sem precisar reescrever do zero. Etapa 5 — Desenvolvimento do MVP
Agora o aplicativo começa a ganhar vida. Mas em vez de construir “o iFood inteiro”, fazemos apenas o essencial.
Funcionalidades do MVP:
Cadastro de restaurante e menu
Cadastro simples de clientes
Realização de pedidos (com opção de pagamento na entrega)
Atualização manual de status (ex: “Pedido aceito”, “A caminho”)
Nada de rastreamento, chat, cupons ou integração com entregadores ainda. Isso virá depois — quando o modelo se provar funcional. Etapa 6 — Testes (QA)
Com o MVP pronto, testamos tudo com um grupo pequeno de usuários reais.
Como funciona o teste:
Um restaurante parceiro começa a receber pedidos via app
Clientes reais fazem os primeiros pedidos
Registramos o tempo, os erros e os feedbacks
Descobrimos o que funcionou e o que precisa ser melhorado.Por exemplo:
“O botão de confirmar pedido está escondido.”
“O cliente quer saber o tempo estimado de entrega.”
Essas descobertas são o combustível da próxima versão.
Etapa 7 — Evolução pós-MVP
Com os feedbacks em mãos, o produto começa a evoluir:
Adicionamos pagamento online
Criamos o painel de controle para o restaurante
Depois, implementamos avaliações, chat, promoções e integração com GPS
O MVP validou o modelo — agora o sistema cresce de forma sólida, baseada em dados reais e não em suposições.
Outro exemplo rápido: software de agendamento de consultas
MVP: cadastro de médico, paciente e horário.
Versão 2: confirmação automática por WhatsApp e lembrete de consulta.
Versão 3: pagamentos online e teleconsulta.
Versão 4: histórico de pacientes e relatórios financeiros.
O processo é o mesmo — entender o problema, lançar rápido e evoluir com base no uso real. Conclusão
O segredo de um MVP não é fazer tudo — é fazer o que realmente importa primeiro. Um produto digital de sucesso nasce pequeno, validado e em constante evolução.
Na Tech Alliances, seguimos exatamente esse modelo: Planejamos, Prototipamos, Desenvolvemos e lançamos MVPs que geram resultado rápido e seguro — prontos para escalar. Quer transformar sua ideia em um software real?
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